Voz: Mário Lago
Entrevista: Mário Lago
Imagem: Inês Jácome
André silva, 26 anos, foi pela primeira vez ao Museu de Serralves neste domingo, dia 8 de Junho. Com a intenção de assistir ao maior número possível de actividades, o estudante de Design diz que a única coisa que mudava nestas 40horas non stop era o horário dos eventos, que considera serem demasiado seguidos!
Diário de Notícias: Costumas vir a Serralves?
André Silva: Não! Vim, hoje, pela primeira vez!
DN: O que te fez estar nesta festa de comemoração do Museu de Serralves?
A.S.: O facto de não conhecer e, também, porque sabia que sem ter de pagar bilhete ia poder assistir a vários espectáculos e exposições dentro da minha área! Houve muita divulgação deste evento e isso ajudou a que tivesse ainda mais curiosidade pelo local.
DN: De tudo o que viste até agora, o que destacas de melhor e de pior?
A.S: O que mais gostei foi, sem dúvida, o concerto dos “The Bombazines”. De pior destaco o facto dos eventos serem todos muito seguidos. Não consegui chegar a tempo de alguns; de negativo destaco, ainda, algo que não está ligado aos eventos: o preço das bebidas era demasiado elevado.
DN: Sentes que sais mais enriquecido daqui?
A.S: Claro que sim. Adorei estar aqui. Foi bom porque descobri gostos que não conhecia em mim.
DN: Quais?
A.S.: Jazz, por exemplo. Assisti, por acaso, a um concerto e surpreendeu-me pela positiva!
DN: É uma experiência a repetir?
A.S.: Por mim será, com toda a certeza!
Entrevista de: Bibiana Freitas
Este fim-de-semana Serralves é sinónimo de alegria, brincadeira e boa disposição para muitas crianças. Muitas foram as famílias que levaram os mais pequenos à Fonte do Redondo das Cameleiras para ver “ovelhas”, como disse Maria João, de nove anos.
Mas Maria João não viu, apenas, ovelhas, uma vez que assistiu à peça ‘Les Moutons’. Esta tem como objectivo fazer com que as crianças percebam e aprendam um pouco mais sobre o comportamento dos ovinos, passando pela alimentação, acasalamento e tosquia.
Assim, no meio de gargalhadas “malandras” e olhares felizes, muitas foram as crianças que puderam alimentar as ovelhas e ver como a raposa pode assusta-las. Os mais pequenos puderam, ainda esclarecer algumas dúvidas que tinham em relação a estes animais.
‘Les Moutons’ é a última criação da Companhia Corpus e tem sido apresentada a público de todas as idades, composta por 6 actores (três ovelhas e um carneiro, o pastor e a raposa).
Serralves em Festa proporcionou um espectáculo ímpar a todos aqueles que assistiram ao teatro de rua realizado nos fantásticos jardins do recinto.
O Teatro 'Meia Volta e Depois à Esquerda Quando Eu Disser' proporcionou momentos únicos ao público que assistia, curioso e extremamente divertido, à peça. apresentada.
Primando pela diferença, os actores representaram nos vários armários diferentes temas, sempre em interacção com a assistência, que se revelava entusiasmada e receptiva. A música que acompanhava a peça revelava-se de extrema importância para o consequente desenrolar da mesma. As reacções inesperadas e a gargalhada solta do público espelharam o êxito da representação.
Vencedores do concurso de projectos artísticos para o Serralves em Festa 2008, foi notório o fantástico improviso desempenhado pelos actores que, através da linguagem gestual e escrita, despoletavam os sorrisos da plateia.
Um espectáculo diferente, uma 'obra' excepcional.
Cláudia Marques de Sá
Oito artistas exploram a dança, o circo, o teatro em acrobacias perigosas. Com elas tentam falar com o mundo, com a sociedade tão variada e dividida, passando a mensagem da solidariedade, conceito raras vezes tido em conta.
Foi assim a magia circense do colectivo AOC, que apresentou às 22 horas na Clareira das Azinheiras, este espectáculo interactivo que divertiu e sensibilizou o público atento.
Texto: Rui de Noronha Ozorio
Fotografia: Gabriel Pereira
São 23.30 horas de domingo e o escuro Pátio do Ulmieiro ganha luz e vida com “Charanga”, um espectáculo visual que combina em harmonia a música de instrumentos de sopro e a poesia de uma performance envolvente e enigmática.
“Charanga” é um projecto da companhia Circolando, que existe desde 1999 e apresenta conceitos teatrais interdisciplinares. Este espectáculo remete para a vida dos mineiros, para o círculo da vida, para um sonho circular de carrossel que obriga o público a fazer uma viagem mágica à sua infância.
Texto: Rui de Noronha Ozório
Video: Inês Jácome
Fotografia: Gabriel Pereira
Meia-noite.
Terminam as 40 horas Non-Stop em Serralves.
Contas feitas: cerca de 83 mil pessoas acederam ao convite que seguramente será retribuído por um outro, o da Casa de Serralves tomar parte na vida de todos os que nela se surpreenderam, riram e sonharam, de todos aqueles que criaram, interpretaram, trabalharam e se exaltaram … enfim, fazer parte na vida de todos os que partilharam algo inequivocamente humano: Emoções.
Obrigado Serralves. O convite está lançado. Por todos nós!
Texto: Mário Lago
Video: Inês Jácome
Chega ao fim a maratona de 40 horas seguidas, dedicadas às artes de espectáculo do Museu de Serralves! Para trás ficam os momentos de exaltação, euforia, entusiasmo, magia, encantamento…
Num evento onde nenhuma arte ficou de fora, todos se sentiram um pouco mais felizes por poderem apreciar, gratuitamente, manifestações das habilidades que apreciam, ou tão somente por visitarem aquele espaço de cultura, por vezes, conotado, erradamente, a pequenas elites.
Foram dois dias onde ricos e pobres desfrutaram do melhor que a sociedade lhes pode oferecer: Cultura! Fica o desejo de que eventos como este se realizem com uma maior frequência, para o bem de todos nós…
Bibiana Freitas
“Visitations” foi a dança levada ao palco do auditório do Museu de Serralves, por Júlia Cima, quando já passavam alguns minutos das 21h30m.
Segundo um dos membros do público, Joana Fonseca, 27 anos “foi um espectáculo mágico! Nunca assisti a uma dança que transmitisse tanta leveza, de uma forma que quase nos hipnotizava”.
Pelo que os rostos dos presentes deixavam adivinhar, foram cerca de 50 minutos de boa disposição e encanto, num espectáculo que primou pelos efeitos de luz e som ao longo de toda a dança.
Bibiana Freitas
Na recta final das 40 Horas Non Stop do “Serralves em Festa”, o cinema esteve em destaque! Pelas 22 horas, na parede do auditório do museu, foi projectado o filme “Palabras” de David O´Kane. Nesta película, o realizador utiliza a ferramenta videográfica para questionar, de forma irónica, as funções da linguagem, assim como, o processo de comunicação verbal.
A adesão a este evento ficou um pouco aquém dos restantes, uma vez que contou com a presença de pouco mais de 20 pessoas!
Bibiana Freitas
A Fundação de Serralves brindou o público com 40 horas 'non-stop' de espectáculos para todos os gostos.
Lugar tradicional na recepção do que melhor se produz internacionalmente em arte contemporânea, o Museu de Serralves teve, neste evento, o seu grande grito do ano, espantosamente atractivo pela qualidade e transversalidade das propostas apresentadas.
Caracterizado pelo caracter multidisciplinar que apresenta, este acontecimento congregou cerca de 300 artistas em mais de 80 eventos. Música, teatro, dança, cinema e circo sao apenas alguns dos exemplos que estiveram ao dispor de todos, gratuitamente, num fim de semana em que a cultura reinou.
A programação, dirigida a todas as faixas etárias, com eventos próprios para adultos e crianças, permitiu que todos usufruissem deste espectáculo único...
Serralves em Festa é, indiscutivelmente, um projecto aplaudido por todos!
Cláudia Marques De Sá
"Se ganharmos a próxima prova, 'Marrocos, here we go!'", afirmou logo após terminar em segundo lugar a penúltima prova do Jogo de Fotografia - não sem antes ter dado uns saltos de alegria. Sabia, à data, que os 30 pontos de distância da sua equipa para os perseguidores directos era curta mas bastava saber geri-la. E assim foi: Três horas depois de terminadas todas as etapas do jogo atendeu o telefone e, sem disfarçar a felicidade sentida, disse: "Sim, pode dar-me os parabéns. Vamos a Marrocos".
Cláudio, a irmã Vanessa e Andreia beneficiaram do deslize dos vice-líderes Rui e Lígia Guedes, que inclusive caíram para o terceiro posto. Na última etapa, os jogadores tinham de fotografar um alvo colocado nas costas de adversários previamente identificados. "Uma espécie de paint-ball em fotografia", gracejou a organizadora Cristina Dantas. Os grandes campeões sairiam da derradeira prova com um saldo negativo, já que Cláudio foi 'atingido' por uma vez, ainda que tenha 'alvejado' dois oponentes (a pontuação implicava a perda de 50 pontos no primeiro caso e 10 em cada um dos últimos).
Uma hora antes, pelas 17h30, começava a prova do Roseiral. Fotografias espalhadas pelos arbustos tinham de ser encontradas pelos competidores, a quem haviam sido entregues pequenos recortes apenas. Um constrangimento propositado: Havia mais do que uma miniatura igual para apenas um original. Assim, a rapidez era, mais do que nunca, essencial - até porque todos tinham apenas cinco minutos para completar a tarefa.
O projecto musical Oto, um dos 12 vencedores do “Concurso Projectos Artísticos – Serralves em Festa”de 2008, estreou-se, ao início da tarde, no Parterre lateral de Serralves. Este trio de amigos preparou o projecto em específico para tentar a sorte e concretizar o sonho de actuar em Serralves.
Pedro Lopes, Pedro Sousa e Mush Von Namek tocam juntos há pouco mais de um ano e em Janeiro, quando tiveram conhecimento da oportunidade de actuar em Serralves, decidiram que tinham de agarrar essa oportunidade, pois “não é qualquer um que actua em Serralves”. Quem o diz é Mush von Namek e acrescenta que os três estão “muito orgulhosos e honrados” por terem tocado em Serralves na sua estreia como banda. “Para nós é histórico. É uma entrada em grande”, conclui Namek.
O rótulo de música experimental define bem o que são os Oto. Como explica o porta-voz da banda, Pedro Lopes, a música que produzem é experimental “na medida em que o processo de desenvolvimento desta música foi conseguido através de experiências”. Em tom de brincadeira, Namek, afirma que no futuro serão “conhecidos como estrelas de Rock”, mas que até lá ficam-se pelo experimental.
O improviso é também uma marca da música deste trio, mas o improviso não significa desacerto entre os músicos. “Ao longo do concerto mantemos uma comunicação visual para definir o caminho a seguir, tendo sempre por base o improviso”, conta Namek. Pedro Lopes esclarece que o que trouxeram a Serralves foi “música electrónica com uma vertente electrónica sempre muito presente e barulhenta, mas que ao mesmo tempo possa ser considerado como um todo harmonioso pelo subconsciente das pessoas”.
O nome deste trio, Oto, significa, em japonês, música e ruído dependendo do contexto. A sonoridade da banda vive desta dialéctica. “É este o jogo que tentamos fazer”, declara Pedro Lopes.
Foto: Cláudia Lomba
Repórter: Phillipe Vieira
Imagem: Carlos Ferreira
Texto: Verónica Silva
Imagem: Inês Jácome
Produção: Mário Lago
Texto: Verónica Silva
Imagem: Inês Jácome
Produção: Mário Lago
Foto: Anabela Peixoto
Foto: Anabela Peixoto
Foto: Anabela Peixoto
Foto: Anabela Peixoto
Foto: Anabela Peixoto
Foto: Carla Lameira
Foto: Carla Lameira
Foto: Anabela Peixoto
Foto: Anabela Peixoto
A exposição Fonte de Cem Peixes, de Bruce Nauman, está patente no Museu de Serralves e é uma das atracções do Serralves em Festa. Composta por cem peixes de bronze pendurados no tecto, que jorram água constantemente, a obra do escultor norte-americano não passa despercebida aos visitantes.
Foto: Museu de Serralves
Repórter: Phillipe Vieira
Imagem: Carlos Ferreira
Uns mais felizes, outros menos...Uns em grupo, outros sós...
A certeza de um descanso merecido acompanha-os até casa.
Contudo, uns saem, é certo...mas outros entram.
Serralves em Festa!
Video: Inês Jácome
A Câmara do Porto associou-se este ano a Serralves em Festa, abrindo as suas portas à celebração da cultura.
Pedro Rocha, programador de música da fundação de Serralves e membro da direcção do museu de Serralves explica como surge esta sinergia:
Este transbordar de actividades às ruas da cidade do Porto, vem reforçar um posicionamento que celebra Serralves como a grande defensora da "causa cultural" a nível nacional:
Não deveremos esquecer então que, a par das actividades programadas para o dia de hoje, 8 de junho, na casa de Serralves, Serralves em Festa contará com o desempenho da F.R.I.C.S. (Fanfarra Recreativa e Improvisada Colher de Sopa) que, reunindo nomes de músicos do underground portuense, de uma forma bastante eclética, deliciarão todos os convidados da Instituição que entre as 10h e as 12h passeiem pelas ruas da baixa do Porto.
Texto: Mário Lago
Video: Inês Jácome
A Biblioteca do Museu de Serralves recebe durante 40 horas ininterruptas uma exposição sobre a vida e obra do artista alemão Dieter Roth. Na Biblioteca, para além de diversas obras pode ser visto um documentário sobre Roth.
Artista ecléctico, Dieter Roth desenvolveu trabalho em áreas como a escultura, a poesia, o design gráfico, a performance, a edição, e a música. Mas o que mais o notabilizou foram os vários livros e o trabalho de edição que foi realizando.
A edição era uma forma de tornar acessíveis as suas obras, mas era, em si mesma, uma forma de arte. Além dos livros de sua autoria, o artista alemão publicou também trabalhos de amigos e familiares.
Para Roth tudo podia ser arte, desde as suas acções diárias até aos materiais do quotidiano como manteiga, queijo e carne, sobre os quais deixava que os elementos da natureza actuassem e os moldassem.
Dieter Roth nasceu em Hanover, em 1930, e faleceu aos 68 anos.
Texto: Alberto Teixeira e Carla Lameira
Fotografia: Carla Lameira